A beleza do fluir em conjunto

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A única mudança possível e verdadeira é a mudança interna, já dizia Gandhi e do mesmo sentimento compartilhava Krishnamurti e eu como mera mortal. B-)

Me dei a liberdade de escrever sobre este assunto pois é muito claro pra mim o quanto ainda estamos separados, lutando por movimentos isolados como se a existência permitisse o isolamento.

Parece que ainda não conseguimos visualizar além do nosso umbigo e das lutas do nosso interesse. Por favor não me leve a mal eu sei que estou em posição privilegiada para poder ver isso de uma forma mais aberta e talvez até utópica mas, por favor, me leve a sério pelo menos nestes aspectos que tentarei levantar.

Os movimentos sociais não só são necessários como – na realidade que vivemos- eles são soluções imediatas para problemas imediatos não é disso que estou falando, é algo mais profundo que talvez você ainda não tenha percebido. Mas vamos juntas para eu conseguir alinhar meus pensamentos.

Há anos, décadas por exemplo, o movimento feminista vem tentando direitos legítimos as mulheres…..as mulheres.

Há décadas os movimentos étnicos luta por igualdade, inclusão social…

Há décadas o movimento de direito animal luta para reconhecer o animal não humano como um ser de direito, entre outros aspectos.

Há décadas o movimento LGBT luta por igualdade, respeito e direitos…

Há décadas o MST, por exemplo, luta pela reforma agrária em nosso país. E, no mundo há décadas pessoas lutam por direitos básicos.

Todos eles têm em comum o desespero, pois é nesse cenário que eles surgem. No desespero de não ter voz, no desespero de não aguentar mais aceitar calada, no desespero por respeito, por existência e apesar do desespero ser motivo suficiente para eles ganharem força poucas coisas mudaram de fato diante de tantos anos de luta.

Percebo também que o desespero faz a gente começar a engatinhar mas até correr tem tanto ainda pra acontecer, e, é aquela coisa ainda meio desajeitada. Continuamos nos dividindo em lutas porque ainda não reconhecemos o caráter comum dos objetivos de todos os movimentos sociais e achamos, ainda, que são lutas isoladas.

Atualmente, pouco a pouco, começamos a ver alguns movimentos reconhecendo esse “caráter em comum” e ao reconhecer isso automaticamente começam a fluir juntos, porque esse é o caminho. A luta é pela existência e nós como seres integrais que somos dependemos não só um do outro como dependemos principalmente do todo.

Há muito ainda o que se desconstruir o processo é longo e um a um, mas esse é o nosso trabalho ir mais a fundo, buscar a cura na raíz, dentro de cada um, no seu “eu” mais profundo e não importa a maneira pois quando a gente se cura e se compreende a gente começa a compreender o todo e a curar o outro.

As lutas começam a se unir, perdem nomes e ganham força tornando-se verdadeiras e profundas potências de mudanças sociais

Como disse um querido amigo, Sandro…

“eu ainda falo por essas bandeiras
de cor, de sexo, de sociedade
mas é só porque você não tá entendendo
o que eu quero é ainda mais profundo.”

A libertação!!!!

Em eterna campanha até que todas as jaulas estejam vazias.

Com amor,

Ale.

 

 

 

 

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