A morte lenta da dor

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Outro dia vendo um vídeo a moça falou: “o sofrimento é o que nos move”. É bem verdade né?! Parece que nós, antes de vir pra cá, falamos: gente, ooooooi. Vou descer, mas só quero aprender se for na dor, tá?!

Nessa busca de estar mais consciente a qualquer estimulo externo e observar o meu comportamento me vi em vários momentos sofrendo sem alimentar a dor. Como assim?

Xô tentar explicar;  as vezes quando o apego é muito grande perder é muito ruim, gera muita dor, né verdade? Mas, se essa dor é compreendida ela cessa, ela se dissolve por si só e eu passei a sofrer estudando a dor ou simplesmente cessando ela. Claro que ainda não é unânime esse sentimento, afinal estou aqui e aqui na disposição do aprendizado. Mas o caso é que a dor vai morrendo lentamente.

Comecei a observar o que era apego. Quando meu pai faleceu eu senti um vazio tremendo, chorei, não acreditei, doeu, as vezes dói, mas conforme fui crescendo fui me perguntando o porquê de sentir tanto aquele vazio. Me vi em tantas respostas mas a mais comum era: EU queria que ele estivesse comigo. Eu não chorava por ele ser jovem e ter partido cedo, ou porque ele tinha muito o que aproveitar da vida ainda, não eu simplesmente chorava porque queria ele ao meu lado.

Quando o meu primeiro namorado terminou comigo, me senti com o mesmo vazio, doeu tanto que chegava a ser uma dor física, além da sentimental, sabe?. Foi muito profunda essa dor. Depois dessas dores eu só senti, até agora, uma outra. Ao total 3 dores dessas cheias de apego mesmo. Esta última, já mais consciente, não demorou tanto, ela se dissolveu, virou compreensão e confiança. Virou amor. Vira e mexe dou uma recaída, mas vai…tamo aprendendo. A duras penas, tudo bem.

Hoje não busco o sofrimento, claro, mas ele existe e é inerente a mim, em mim ele está em processo de maturação de rompimento de crenças, de compreensão mesmo. Quando lido melhor com ele, compreendo melhor a vida e não busco no externo (comida, drogas, consumo, etc)  me curar e sim compreendê-lo e aí está o “tcharam” da vida: compreensão. Aceitar, confiar e entregar. O que mais podemos fazer que compreender, aceitar, confiar e entregar?

Honro cada um dos meus sofrimentos e agradeço, sem eles não seria o que sou. E mais, agradeço profundamente as minhas dores que em muitos momentos se tornaram campos de flores para que eu deitasse e me deleitasse sobre o aprendizado que a minha alma ansiava e anseia.

Longe de mim querer dizer que isso tudo é fácil ou “tá de boas”, longe. Proponho que juntxs façamos este exercício, certamente a vida ficará mais leve. Vai por mim.

Xêros.

 

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