Vegan pelo mundo – seguindo viagem rumo à Bolívia

Passado o trauma do post anterior….sigo contando a vocês o restante da viagem até a Bolívia.

Saímos da casa da Raquel e fomos deixar nossas mochilas com a minha prima para que ela levasse até Corumbá e nos encontraríamos por lá.

Meus primos se atrasaram e dormimos mais uma noite por Campo Grande, mas desta vez na casa da família do Thiago (marido da minha prima).

No dia 03/02 o Thiago nos levou até um posto um pouco fora da cidade, cidade e lá ficamos até conseguir carona.

Na verdade, eu agoniada sabendo que ali não conseguiríamos nada já que não era uma rota tão boa assim pra que os carros pudessem parar, comecei a encher o saco rsrs. Eis que, surge um moço que passa pela gente pela segunda vez e nesta segunda para e nos fala exatamente isso, sendo assim, nos oferece carona para um cidade vizinha àquela. Lá fomos nós. Jonatas nos levou até a nova rota.

Logo que paramos na estrada de novo, mais uns 20′ e lá estávamos de novo em cima de um caminhão. Dessa vez seu Wanderlei que levava a gente. Um cara ligado na lei da atração, creedor de uma alimentação saudável como forma de vida e em busca de uma vida mais simples também. Conversamos muito. Ele nos levaria até a quase muito perto de Corumbá.  Wanderlei ia fazer um carregamento numa das minas de ferro que existe por aquelas bandas de terra. Antes de entrar nessa mina, ele nos deixaria na estrada.

Ao perceber que se aproximava uma tormenta do nada paramos para ver os jacarés. Uma senhora que vive a beira de um rio e em harmonia com a natureza daquele lugar. Tem sua barraquinha e ganha dinheiro com sua vendinha e da visita que as pessoas fazem aos jacarés. Pode descer e ficar do ladinho, o medo me foi maior e não fui.

No primeiro posto próximo ele nos deixaria. Parando no posto, vimos logo araras e lorinhas livres e felizes com a natureza. Morri de tanto amor❤.

Mais uns 5′, agora já faltando alguns poucos km, para o Flávio. Um moço do sul do país, mas que vivia em Puerto Suarez na Bolívia, mas que ia se mudar pra Campo Grande…cuidar de não lembro o quê.

Com Flávio, na sua caminhonetezinha, fomos até a praça principal de Corumbá. Nos ensinou um pouco como andar por aquelas terras e lá ficamos nós. Comemos algo, nem lembro o quê rsrs e começamos a saga de um lugar pra dormir.

Rodamos a cidade inteira. E as pessoas quase não sabiam nos informar as coisas. Por fim, encontramos um nordestino (só podia ser. Oh povo lindo!! <3) que já morava em Campo Grande tinha um tempo e lá servia ao exército. Muito gentil nos levou a um hotel que seu amigo tinha ficado e era bem baratinho. Show.

O Gilmar o moço do hotel muito gentil, nos recepcionou e ainda nos fez um descontro legal. Ficamos.

No outro dia encontramos com meu primo, já de carro, Erwing nos levou a fazer os tramites na fronteira. Com muita paciência, tudo resolvido e fomos comer no lado boliviano.

Ficaríamos em Corumbá até a minha prima Martha chegar, ela nos daria outra carona até Santa Cruz de La Sierra. Só conseguimos pegar carona com eles na Bolívia, pois naquelas terras não precisa de cadeirinhas pra crianças, então eu e o Ronny entraríamos legal com mais as duas crianças.

Mais uma noite em Corumbá ficamos num outro hotel (esse fica perto da rodoviária antiga ou termina de bus, não sei muito bem, mas sei que não é da rodoviária nova), não muito agradável: desconfortável e meio sombrio rsrs, não me deixou dormir por nada. Todos dormimos mal, exceto o Ronny que dormiu bem.

Dia seguinte, rumo a estrada. Parada na fronteira pra dar entrada e saída nos documentos do Thiago, da Martha e das crianças seguimos rumo a Santa Cruz.

Antes disso, conhecemos um haitiano. Não sei como ele foi parar ali e nem por onde ele veio. O Ronny ficou tentando ajudar ele, mas ele falava muito pouco inglês e eu na fila cuidando da mala dele e da vaga pros meus primos.

Primeiro ele tava pedindo ajuda a um outro pessoal brasileiro q por não entender ele deixou ele pra lá, traz que vi a cena avisei ao Ronny e pedi pra ele tentar ajudá-lo já que ele fala melhor inglês do que eu.

Conversa vai conversa vem ele ia para barra funda em São Paulo. Precisava trocar uns dinheiros para pegar o bus até o seu destino. Sem conseguir se comunicar ele dá o dinheiro ao Ronny pra ele trocar. Um ser lindo, puro e inocente deixando a mala pra lá, dando dinheiro pra dois desconhecidos. Colocamos ele dentro do taxi que levaria ele até SP. Rezei pra que ele chegasse bem até o seu destino onde o seu primo o esperava. Espero que esteja bem.

Seguindo viagem com meus primos, fomos parando. Em águas calientes, é um lugar de águas “medicinais” e que fica expelindo algumas bolhas de temperatura, como se fosse areia movediça. Mas, estava muito quente, quase morremos queimados (exagero).

Almoçamos por lá, num restaurante de uma brasileira. Arroz, feijão e salada.

Seguimos viagem, dessa vez paramos em Chochis.

Chochis é uma das cidades que eles chamam de Chiquitanias que corresponde ao trajeto de cidades que os jesuítas percorreram durante a suas “colonizações”. O lugar é lindo e tem uma paisagem incrível. Pedras enormes, verde e alto. Uma igreja encravada no coração da cidade. Passeio muito legal, não se paga nada. Chegamos até a igreja de carro.

Mais algumas horas de estrada, já anoitecendo, chegamos em Santa Cruz de la Sierra.

Ficamos 15 dias por terras cruceñas. O Ronny conheceu minha família, eu resolvi alguns documentos com minha mãe e minha irmã ficou feliz da vida pela viagem (ela também estava lá, mas foi de avião).

Em Santa Cruz, fui no vegetariano de sempre (já postei no blog) e conheci alguns outros dois.

Documentos resolvidos fomos a linda cidade de Samaipata. Você pode pegar uma trufe paga B$ 30 bolivianos e eles te deixam na praça da cidade. Mas 5 dias por Samaipata, com muita chuva voltamos a Santa Cruz, desta vez de carona numa caminhonete.

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DCIM100GOPROseu Wanderlei

DCIM100GOPROpraça de Corumbá

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araras no caminho❤
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cidade CorumbáIMG_5518Corumbá

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IMG_5538ainda por Corumbá

IMG_5539cristo de Corumbá

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DCIM100GOPROSamaipata 

DCIM100GOPROnosso café da manhã

DCIM100GOPROatravessando o rio pra chegar al fuerte

DCIM100GOPROmorta depois de caminhar horas subindo montanhas

DCIM100GOPROel fuerte

DCIM100GOPROum restaurante muito bom na pracinha de Samaipata, com várias opções vegetarianas/veganas a preços bons.

DCIM100GOPROvoltando para Santa Cruz de La Sierra

Ahh, já comecei a colocar os vídeos no youtube. Quem quiser ver, é só acessar www.youtube.com/mendozalejandrag 

De volta a Santa Cruz mais três dias e voltei para o Brasil fiz o mesmo trajeto de volta. Cá estou, cheguei na semana do carnaval.

Continuem acompanhando que já voltou pras receitas de novo.

beijos no coração e feliz por vocês terem me acompanhado nessa viagem.

Gratidão!!!

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