Vegan pelo mundo – Brasil até SP – custo quase zero

Ao perceber o que eu não mais queria pra minha vida, as coisas estão acontecendo muito intensamente. As pessoas, os lugares e agora as viagens intensamente presentes neste caminho.

O aprender deste novo passo é ter uma atenção na alimentação e viajar com o mínimo de dinheiro possível. 

Para meu povo que chegou agora, vamos colocar os pingos nos “is”?!

O post: entre matos e matas; um novo ciclo explica melhor os caminhos que comecei a tomar.

Tudo aconteceu nesse meio tempo, eu na minha agonia incensante de viver, e um ciclo se fechando em Paraty conversei com o Ronny e decidimos sair pra viajar. Ainda sem rumo e sem destino certo fomos pelas ruas do Brasil, por enquanto, pedindo carona em direção a fronteira com a Bolívia para ficarmos um tempo por Santa Cruz de La Sierra com a minha família por parte de pai.

Saímos  do Rio de janeiro dia 10 de janeiro, rumo ao casamento da Libby e do Elisson em Volta Redonda. A Libby é uma americana linda que morou comigo no Rio e nos tornamos muito amigas. Fui madrinha do casamento deles.

Em volta redonda, ficamos na casa da irmã de um amigo, a Claudia que nos recebeu com muita generosidade e carinho, bem como seus amigos que ali estavam. Sem saber muito o que nos dar de comida, acabamos recheados de frutas e legumes.

Ela programou uma carona pra gente que nos deixou no lugar onde ia ser o casamento (o universo olhando por nós. gratidon).

Casamento com pessoas lindas e prato especial vegano pra mim, pro Ronny e mais um casal de amigos deles. Batata ao forno com especiarias e sal, delícia. Na madrugada daquele mesmo dia, depois do casamento fomos rumo a Penedo. O Elisson nos deixou na rodoviária e de lá pegamos um bus para Resende e de lá pra Penedo (isso tudo pra gastar o menos possível).

Em Penedo ficamos duas semanas e entre elas fugimos rapidinho para Visconde de Mauá. Fomos pra estrada pegar carona três carona pra ir, a última, um casal carioca que iriam ficar exatamente onde nos iríamos ficar também, na Santa Clara.

Uma amiga, a Bel, abriu sua casa pra gente. Um chalé delicioso e bem distante da cidade, quase em Minas Gerais, ela estava no RJ. Entre cachoeiras, rios e comida da horta, passamos 4 dias. Muita chuva e várias coisas interessantes para fazer na cidade. A linda Mabel (amiga argentina que mora em Mauá há dois anos) nos dava dica de tudo.

Entre carona pra descer conhecemos um cubano que mora há 30 anos em Mauá e que hoje fechou o seu restaurante e vive de música. Demais.

Chegou a hora de voltar pra Penedo pra de lá sairmos pra São Paulo. Pra subir até Penedo pegamos 4 caronas também e a última um casal carioca, ele publicitário ela dentista, na mesma vibe da nossa, esperando o tempo apenas de ter coragem e largar tudo. Além de publicitário ele é artista plástico…pessoas lindas que a gente encontra pela vida e que mais uma vez o universo atrai pra gente nos deixou na porta de Penedo.

O universo na sua função de nos salvar rsrs…fez com que encontrássemos o Sérgio (nosso amigo de Penedo) praticamente na entrada da cidade lá há uma preocupação com o que se come e dá onde vem. Então, quase tudo é orgânico e direto do produtor que se conhece no olho.

Mais alguns dias por Penedo, esperando o passaporte do Ronny sair e aprendendo muito com a Nina (filha do Sérgio) ovo-lacto-vegetariana de 2 aninhos. Interagindo livremente com os animais, horta e as pessoas…sábia e questionadora que só ela…com suas fraldinhas de pano só me dava vontade de morder rsrs.

Passaporte em mãos rumo à São Paulo. O Sérgio nos deixou num posto de BR onde dedinho aqui aqulá conseguimos carona com um caminhoneiro.

Valdecir, o incrível Tico no seu caminhão/casa nos daria uma carona até guarulhos onde pegaria uma câmera com a irmã da Lanne (amiga amada do Rio).

Com muita conversa, troca de vivência e gentileza o Tico nos trouxe até São Paulo.

O universo mais uma vez (e isso só entendi depois) nos guiou para outro lugar. O Tico recebeu uma ligação que a carga que ele tinha que pegar já não ia ser mais em Guarulhos e sim no ABC. Logo lembrei que meus primos (Célio e Elis) moram por lá…mudança de planos e ligação feita eles nos receberam em sua casa.

Tico um caminhoneiro de SP que viaja o Brasil inteiro, perdeu sua esposa há 2 anos para a diabetes e “cria” 3 filhas sozinho ou melhor, elas se criam sozinhas. Um coração enorme e gentil, preocupado por que não comíamos nada, já que passamos 5 horas só com água.

Na estrada não se come bem, só há frituras, carnes e industrializados.

Ele nos deixou a uns 2km da casa dos meus primos, uma andada pelas ruas escuras de São Paulo conseguimos chegar na casa deles. Recebidos com muito amor e carinho, esperamos a chegada da minha mãe e irmã que vinham de Recife.

Em algum momento tínhamos que pegar a câmera em Guarulhos. Acabamos pegando carona com o Sidnei, entregador da empresa do meu primo, que conhece quase todos os buracos de SP. Mais algumas horas de prosa e ensinamentos chegamos ao destino.

Nesse momento entendi pq o universo havia mudado o rumo do Tico e tinha feito a gente ir parar na casa dos meus primos, já que o nosso destino final seria a casa das minhas amigas em paraíso (bairro em SP). Rodamos por lugares que jamais encontraríamos com facilidade se não fosse o Sidnei. Enfim pegamos a câmera e voltamos para Santo André.

Mais alguns dias na casa dos primos com a família toda e com a doce Bia. Uma flor de criança, questionadora, atenta, gentil e inquieta rsrs. Linda. Não gosta de carnes❤

Rumo a casa das amigas, Monica, Lis e Savana aqui no bairro paraíso em SP mesmo. Estamos aqui ainda. Saímos amanhã dia 27 rumo a Corumba.

Fizemos um almoço vegano com as famosas almondegas amadas por todos. Recebemos amigos, ao total 10 pessoas, que comeram muito, muito, por R$ 40 tudo.

Tem mais informações de gastos e da viagem no blog do Ronny e fotos no meu face.

Análise geral da viagem:

  • há um medo muito intenso nas pessoas quando dizemos que estamos viajando de carona pela estrada sem conhecer ninguém e é o que nos dá mais certeza de que quando estamos no amor, o universo e o cosmo conspiram para que nada de mal nos aconteça. Eu e o Ronny costumamos dizer que são nossos pais que nos veem lá de cima e nos protege.
  •  as crianças são seres iluminados que estão vindo com tudo nesse mundo. Indagadoras, inquietas, já não aceitam mais um simples não e nem mentiras. E que, cada uma independente da forma que interagem com o meio, tem sua personalidade individual.
  • alimentar-se na estrada não é fácil pra quem busca uma alimentação saudável, longe de produtos de origem animal.
  • a cidade grande não é um lugar pra mim. As relações são baseadas no medo, no pré conceito. E a certeza de que o rico só existe por conta da exploração do pobre e que as pessoas dificilmente querem sair dos seus mundos e das suas zonas de conforto fica cada vez mais clara pra mim. Óbvio que nesse caminho atraímos pessoas que estão no mesmo sentimento, mas numa esfera macro são minoria.
  • as pessoas no fundo, no fundo são lindas e gentis mas o medo e o dinheiro as segam.

Simbora que é só o começo da longa viagem que temos pela frente. Uma viagem em busca de auto-conhecimento, de interações livres, de aprendizagem com amor, vivenciar o universo e suas conspirações. GratidOM vida.

Alguns dados até o dia 24 de janeiro.

Alguns Números

Peso:
Mochila da Alê – 14,6 kg
Mochila do Ronny – 11,3 kg

Desembolso:

Total:
2 viajantes
6 dias
5 caronas
1 casas que hospedaram
291 Km
R$ 0,00

Total da Viagem:
2 viajantes
14 dias
13 caronas
4 casas que hospedaram
681 Km viajados
R$ 116,65

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